Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

A dois passos do amor

Estávamos separados por um metro, pareciam quilómetros.

 Os teus cabelos reluziam ao sol, sentia o teu perfume. Os teus olhos brilhantes e tristes percorriam o meu corpo de cima a baixo.  

Não falavas, não me reconhecias, tinha deixado de ser encantador.

Já iam largos os dias que não me vias um sorriso, uma brincadeira, um carinho.

Precisava desesperadamente que me quebrasses o silêncio, mas não o dizia, sentia-me preso em mim. As minhas pupilas estavam dilatadas a olhar para ti.

 Continuavas linda mesmo com essa mágoa que te assombrava.

 As memórias preenchiam os nossos olhares vazios, deu-me arrepios. Não sei como chegamos até aquele ponto, não sei porque não consegui parar de me castigar, porque é que não me alertaste?

Estava a perder-te, tinha consciência disso e não consegui fazer nada para o contrariar. Eras tudo o que tinha, eras tu que me fazia feliz.

Não paravas de me observar, o teu olhar espezinhava-me o coração, o sentimento de culpa era enorme, sentia-me impotente.

Sorri para ti e tu muito ceticamente retribuis.

Respirei bem fundo e ganhei coragem para diminuir a distância que nos separava.

Eram só dois passos, segundos que pareceram horas para chegar perto de ti.

Umas palavras em tom trémulo e quase inaudível saíram finalmente da tua boca.

"Tenho medo de te perder!"

Sorri a medo, comecei a tremer, não contava com o encanto das tuas palavras.

Demorei uns segundos as responder, tentando evitar que as lágrimas saíssem dos meus olhos vidrados.

Consegui responder.

“Dás-me um abraço? “

Abraçaste-me apressadamente como se estivesses uma vida à espera por aquele momento, coincidentemente e em simultâneo utilizamos as mesmas palavras.

«Amo-te muito»

Estavámos perdidos em ressentimentos.

Perdoa-me por ainda te amar.

22196313_10155082607822198_400002421137262514_n.jp

 

1 comentário

Comentar post