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Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

Diário do "bipolar"

"Diário do amor, em parcelas escritas de lágrimas, silêncios e ânsias. O tempo igual ao de todos, pincelado de saudade e esperança. A luz que surge no caminho. Viver. Cair e levantar. Em cada dia."

A tua mão mudou tudo

Talvez não fosses o amor da minha vida, talvez fosses só uma passagem para me ensinar, para me marcar, para me acordar.

Tentaste-me ajudar, eu, "egoísta" nunca aceitei. 

Eram os meus traumas, não estavas incluída(o) neles. Os dias eram dolorosos, passava isso para ti sem o conseguir evitar.

Até que...

Até que não conseguiste aguentar mais e partiste, fiquei a ver-te partir.

Onde falhei mais uma vez?

Nos meus refúgios, no meu silêncio, na minha dor. Tinha pena de mim, tinha pena do que sofrera em passados, castigava-me. A mão que me quiseste dar e não aceitei, imaginei-a.

Por mim, por ti procurei ajuda.

Os dias tornaram-se lentos, confusos.

Tive a noção da realidade que nunca antes tivera. Fui enfrentando sem medo um a um, procurando respostas. Enfrentar a realidade, o que era, de onde vim.

Sozinho(a) caí. Sozinho(a) consegui-me erguer.

Por vezes não há respostas para as perguntas, por vezes temos que aceitar os passados e deixa-los sossegados.

Se tu não partisses eu nunca saberia, nunca os enfrentaria, nunca me recuperava, nunca me encontraria.

Na nossa passagem só fica uma coisa por dizer:

Obrigado pela mão que nunca aceitei, mas imaginei-a.

 

married_couple_holding_hands.jpg

Foto de: Joanna Malinowska